Piano Passo - Um jogo interativo musical
Como transformamos o chão em um piano interativo com projeção mapeada, modo livre e modo jogo para atrair público ao SESC Campinas na semana do Dia das Crianças

Criado para o SESC Campinas, o Piano Passo nasceu como uma experiência musical interativa capaz de atrair diferentes públicos para a programação da semana do Dia das Crianças. A instalação ocupou uma sala expositiva e transformou o chão em um piano funcional, onde as pessoas tocavam com os pés e escolhiam entre dois modos de interação: tocar livremente ou jogar seguindo as notas de músicas reais.
O que começou como uma instalação criada para um contexto específico revelou algo maior: um formato com forte apelo de público, alta permanência e potencial para se tornar um produto escalável para locação ou aquisição.
Visão geral do projeto
Cliente: SESC Campinas
Período de exibição: De 7 a 12 de outubro de 2026
Contexto: Programação da semana do Dia das Crianças em sala expositiva
Objetivo: Atrair público para a programação com uma experiência musical interativa
Formato: Piano jogável com projeção mapeada no chão
Modos de uso: Piano Livre e modo Jogo
Resultado: Mais de 800 acessos em 5 dias, sala cheia, fila e retorno espontâneo do público
O desafio: Transformar um piano de chão em uma experiência que as pessoas quisessem usar de verdade
A ideia de um piano interativo já despertava interesse, e o imaginário desse tipo de experiência existe há décadas — basta lembrar da famosa cena do piano de chão em Quero Ser Grande. Mas existia uma questão importante por trás do projeto: como transformar esse tipo de instalação em algo que fosse além do encantamento inicial?
Pianos de chão já aparecem em eventos há bastante tempo, mas muitas vezes a experiência termina rápido. A pessoa pisa algumas vezes, faz um som aqui e ali, e vai embora. O desafio do Piano Passo era outro: criar uma interação musical que aumentasse a permanência, despertasse vontade de continuar jogando e fizesse o público querer voltar.
A solução: Um piano interativo com dois modos de experiência
A Caramelo Biônico criou uma instalação em que as pessoas pisavam em teclas projetadas no chão para interagir com a experiência. Desde o início, tudo foi pensado para ser controlado com os pés, como se o próprio teclado do piano funcionasse também como menu.
O público podia escolher entre dois modos:
Piano Livre:
um simulador de piano em que cada tecla emitia som de piano real
Modo Jogo:
uma experiência inspirada em jogos de ritmo, em que as notas chegavam nas teclas e o público precisava pisar no tempo certo.
No modo jogo, a experiência ia além da estética de game. Depois de escolher o modo, o público ainda podia definir se queria jogar com 1 ou 2 jogadores, selecionar música e dificuldade, e só então iniciar a partida.


O modo jogo foi pensado por músicos para fazer sentido musical de verdade
O principal diferencial do Piano Passo não era apenas a projeção ou o fato de tocar com os pés. O que realmente transformou a experiência foi o modo jogo.
Como o projeto foi criado por músicos, o jogo não foi pensado como uma sequência aleatória de notas. Cada música era dividida em três trilhas:
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uma trilha base
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a trilha do Jogador 1
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a trilha do Jogador 2
Os dois jogadores funcionavam como se fossem as duas mãos de um pianista. Se um deles errava, a trilha correspondente deixava de tocar, enquanto a base e a outra mão continuavam. Isso fazia com que o jogo mantivesse lógica musical real e tornasse a experiência muito mais interessante do que um simples acerto de tempo.
Essa escolha foi decisiva para aumentar a permanência das pessoas na instalação e fazer com que elas quisessem tentar de novo.
O desafio técnico: Fazer teclas menores do que diziam ser possível
Um dos maiores desafios do projeto foi a precisão da interação. A instalação utilizava um sensor lidar no chão para fazer a varredura da área e identificar a posição dos pés, e todo o sistema precisou ser cuidadosamente alinhado ao espaço físico para que a projeção correspondesse com exatidão ao lugar em que o público pisaria.
Muitas pessoas diziam que seria impossível trabalhar com teclas pequenas usando lidar no chão, e que seria necessário usar áreas muito maiores, na faixa de 30 centímetros por tecla. A Caramelo Biônico desenvolveu uma técnica própria de alinhamento entre sensor e mundo real e conseguiu chegar a teclas com 10 centímetros de largura.
Esse avanço foi fundamental para o resultado final. Com teclas menores, o piano podia ter mais notas e uma jogabilidade melhor, sem exigir que o público ficasse dando saltos exagerados entre uma tecla e outra. A experiência ficou mais precisa, mais musical e mais confortável de jogar.
Essa precisão era essencial não só para o piano livre, mas principalmente para o modo jogo, em que o tempo certo e a resposta imediata faziam parte da experiência.
Quando entrou em operação: A sala encheu, formou fila e o público voltou
O Piano Passo atraiu todos os públicos, mas as crianças ficaram especialmente encantadas com a experiência. A sala expositiva teve alta circulação, a instalação gerou fila e muita gente voltava para jogar novamente.
Um dos sinais mais fortes de adesão aconteceu no último dia: enquanto a desmontagem já estava acontecendo, uma criança entrou correndo na sala achando que o piano ainda estaria lá. Esse tipo de retorno espontâneo mostrou que a instalação não tinha sido apenas vista ou experimentada — ela tinha sido desejada.
Ao longo de 5 dias, o Piano Passo registrou mais de 800 acessos, confirmando seu potencial de atração e repetição de uso.

Resultado: Mais do que chamar atenção, o Piano Passo sustentou a experiência
O projeto mostrou que uma instalação musical interativa pode ir muito além do efeito inicial de curiosidade.
O Piano Passo ajudou a:
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atrair público para a programação do SESC Campinas
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gerar fila e alta circulação na sala expositiva
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aumentar a permanência das pessoas na interação
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estimular retorno espontâneo do público
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transformar música em uma experiência física, jogável e coletiva
De instalação pontual a produto escalável
Embora tenha sido criado pontualmente para o SESC Campinas, o Piano Passo revelou potencial claro para se transformar em um produto escalável.
A combinação entre piano livre, modo jogo, precisão de interação e forte resposta do público mostrou que a experiência pode funcionar muito bem em contextos diversos, como eventos, espaços culturais, ativações e projetos especiais.
Hoje, o Piano Passo aponta não apenas para uma instalação bem-sucedida, mas para um formato com capacidade real de locação e até aquisição como produto.
