Exposição Instantânea
Como transformamos um pedido do público em uma exposição inédita gerada por um ecossistema de IAs, exibida em escala real e apagada em 30 segundos

Criada para o Hacktudo 2025, a Exposição Instantânea nasceu como uma instalação pensada para um festival que busca experiências realmente novas, únicas e inéditas. Em uma área expositiva aberta, diante de uma parede branca que remetia ao espaço tradicional de uma galeria, o público era convidado a pedir livremente a exposição que quisesse ver.
A partir desse pedido, um ecossistema multiagente entrava em ação. Curadoria, direção artística, expografia e artistas assumiam papéis distintos, discutiam ideias, selecionavam obras e montavam uma exposição em tempo real. Em cerca de dois minutos, a mostra se materializava em escala real na parede. Permanecia por apenas 30 segundos. Depois, desaparecia.
O que parecia ser apenas uma experiência de IA revelava algo maior: uma instalação que transformava o processo de montagem de uma exposição em espetáculo público e, ao mesmo tempo, criava uma reflexão sobre presença, efemeridade e a forma como consumimos arte hoje.
Visão geral do projeto
Cliente: Hacktudo 2025
Período de exibição: 11 e 12 de outubro de 2025
Formato: Instalação multiagente com projeção em área expositiva aberta
Interação: O visitante dizia livremente ao totem o tema da exposição que queria ver
Tempo de geração: Cerca de 2 minutos
Tempo de permanência da exposição: 30 segundos
Resultado: Fila constante, retorno do público e geração de 100 exposições por dia
O desafio: Criar algo que fosse realmente novo para um festival de cultura digital
O Hacktudo é um festival voltado à cultura digital e à experimentação, sempre em busca de obras e experiências que consigam atrair público e apresentar algo de fato inédito. O desafio da Exposição Instantânea era responder a essa expectativa sem cair em uma demonstração genérica de inteligência artificial.
Mais do que gerar imagens, a instalação precisava criar uma experiência completa, com apelo de público, potência visual e uma ideia forte o suficiente para sustentar fila, curiosidade e conversa.


A solução: Um ecossistema de IAs que monta uma exposição diante do público
A Caramelo Biônico desenvolveu uma instalação em que o visitante podia falar livremente ao totem qual exposição gostaria de ver. Não havia menus ou comandos rígidos. O pedido era o ponto de partida para o surgimento de um ecossistema de inteligências artificiais com papéis distintos e complementares.
Curadoria, direção artística, expografia e artistas entravam em cena em tempo real. Cada agente tinha nome, persona e função específica. Enquanto o público acompanhava tudo projetado, esses agentes discutiam conceitos, apresentavam pensamentos, revelavam estilos, definiam critérios de seleção e montavam, passo a passo, uma exposição inédita.
Ao final do processo, a mostra surgia em escala real na parede expositiva. Depois de 30 segundos, desaparecia por completo para o público, deixando o espaço pronto para uma nova criação.
Não era só uma imagem gerada. Era todo o processo de montar uma exposição condensado em minutos.
O principal diferencial da Exposição Instantânea está no fato de que ela não entrega apenas um resultado visual. Ela coloca diante do público um processo completo de criação expositiva, condensado em cerca de dois minutos.
O visitante não vê apenas a obra pronta. Ele acompanha os pensamentos dos agentes, as decisões, os critérios curatoriais, a biografia e o estilo dos artistas, os conflitos de escolha e a montagem final da exposição. O que normalmente aconteceria nos bastidores de uma mostra é trazido para a superfície, em tempo real, como parte da própria experiência.
Isso faz com que a instalação seja ao mesmo tempo obra, processo e espetáculo.
Uma exposição que existe por pouco tempo para falar sobre como consumimos arte
A decisão de fazer a exposição durar apenas 30 segundos não foi só um recurso de dinâmica. Ela era parte central do conceito.
A obra propunha uma crítica à forma como muitas pessoas hoje atravessam experiências artísticas mais preocupadas em registrar do que em realmente ver. Em vez de visitar uma exposição para habitá-la, muitas vezes se busca apenas a prova de que se esteve ali.
Na Exposição Instantânea, a lógica se inverte. Justamente por saber que aquela mostra nunca vai se repetir do mesmo jeito e vai desaparecer em poucos segundos, o público tenta ver tudo ao mesmo tempo, tenta absorver o máximo possível e, muitas vezes, também tenta registrar antes que acabe. A instalação transforma essa tensão em experiência e devolve ao visitante uma pergunta: o que permanece quando a imagem não pode ser retida por muito tempo?
O desafio técnico: Fazer o sistema gerar exposições coerentes, variadas e convincentes
Um dos maiores desafios do projeto foi garantir que os agentes artistas conseguissem criar obras com variedade real de formatos e, ao mesmo tempo, manter coerência estética com a técnica proposta. Era preciso que colagem parecesse colagem, fotografia parecesse fotografia, pintura a óleo tivesse consistência própria e que os diferentes tamanhos e tipos de obra reforçassem a sensação de uma exposição montada de verdade.
Esse cuidado era decisivo porque a credibilidade da experiência dependia justamente disso: o público precisava sentir que estava diante de uma mostra pensada, e não apenas de um agrupamento aleatório de imagens geradas.
A obra gerou fila, retorno do público e espanto com a qualidade das exposições
Na prática, a Exposição Instantânea operava em duas camadas ao mesmo tempo. Para quem fazia o pedido no totem, era uma interação direta. Para quem aguardava na fila, era um espetáculo.
O público acompanhava em tempo real os pensamentos dos agentes, a seleção das obras e a montagem da exposição. Isso criava expectativa coletiva em torno de cada nova geração. Houve muita fila, espanto com a qualidade das mostras geradas, pessoas gravando a experiência e visitantes retornando para pedir novas exposições.
Ao longo do evento, foram geradas 100 exposições por dia, mostrando tanto a capacidade operacional da instalação quanto sua força de atração e repetição.

Resultado: Mais do que atrair público, a obra transformou IA, arte e tempo em experiência compartilhada
A Exposição Instantânea ajudou a:
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gerar fila e alto interesse em um festival que valoriza experiências inéditas
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transformar uma área expositiva aberta em um polo de atenção e permanência
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criar uma experiência que funcionava tanto para quem interagia quanto para quem assistia
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produzir reflexão real sobre arte, imagem, registro e efemeridade
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mostrar o potencial de instalações multiagentes para contextos culturais e expositivos
